Ultimamente tenho conversado bastante com a minha cabeça. Faço isso com tamanha frequência que me pego discordando e rindo sozinha, por um pensamento idiota ou por uma constatação interessante. E descobri nesse meio termo que sou minha melhor amiga. Que sou responsável pelo meu bem-estar, pela minha saúde e por todos meus medos. Medos, aliás, que sinto a maioria das vezes - sempre que me pego admirando a escuridão.
Fico ausente do trabalho. Não escuto quando alguém do meu lado me chama. Mas é porque estou em mim - e quando estamos trabalhando em uma coisa tão profunda e tão delicada, é necessário o máximo de cuidado.
Durante esses dias, fiquei com vontade de escrever. Mas a vontade não conseguia ser traduzida em palavras. Dessa vez estou tentando mesmo, mas sempre acho que tem alguma coisa que tenta me barrar.
Normal, como tudo na vida.
Traduzindo pensamentos em palavras.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Conversa com a solidão.
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
10:42:00 AM
0
comentários
Links para esta postagem
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Versos.
"Com versos da cor da lua
és tão grande e pequenino
como esta página branca
em que leio o teu destino.
Dorme agora sossegado
como as nuvens à noitinha
que eu fico aqui a teu lado
com a tua mão na minha.
Com versos da cor da luz
é que eu embalo o teu sono
nessa cadência suave
das cantigas no Outono.
E vêm bruxas e fadas,
duendes e feiticeiras
com mantos feitos de bruma
para saltar as fogueiras.
Com versos feitos de sonho
é que eu te faço sonhar
que és golfinho e rouxinol
ou peixe de prata a brilhar.
E cada linha que tu lês
é perfeita como o traço
de um pintor que te envolve
com as cores de um abraço.
Cada palavra que leres
há-de alargar o teu mundo
acrescentando sentido
ao que sabes lá no fundo,
e aquilo que tu nomeias
passa a ter nome e lugar,
tesouro de sons soletrado
quando te pões a falar.
Cada palavra que aprendes
tem o gosto da aventura
e a magia secreta
que há no acto da leitura.
Cada palavra que escreves
é um fruto já maduro
que cai da árvore dos sons
e tem sabor de futuro.
Cada palavra aprendida
sabe a estrelas e a ilhas
e vai pela mão de Alice
ao País das Maravilhas.
Cada palavra já lida
ao mapa há-de acrescentar
mais uma rota esquecida
que os livros hão-de lembrar.
Cada palavra já lida,
seja em Lisboa ou em Tóquio,
há-de deixar-se
guiar pelo nariz do Pinóquio,
e mesmo se for mentira
aprenderá com o seu guia
o que vale para quem lê
esse dom da fantasia.
Cada palavra que nasce
mesmo no centro da fala
é como um tesouro oculto
no recanto de uma sala,
e pode ser um unicórnio,
dragão ou mesmo arlequim,
transformando-se numa pomba
quando a história chegar ao fim.
E há meninos luminosos
que nos livros já semeiam
com o som das suas vozes
as viagens que nomeiam.
São navegantes, corsários,
São os bravos almirantes
Dos sonhos que nos mostram
o mundo como era dantes."
José Jorge Letria - Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar
és tão grande e pequenino
como esta página branca
em que leio o teu destino.
Dorme agora sossegado
como as nuvens à noitinha
que eu fico aqui a teu lado
com a tua mão na minha.
Com versos da cor da luz
é que eu embalo o teu sono
nessa cadência suave
das cantigas no Outono.
E vêm bruxas e fadas,
duendes e feiticeiras
com mantos feitos de bruma
para saltar as fogueiras.
Com versos feitos de sonho
é que eu te faço sonhar
que és golfinho e rouxinol
ou peixe de prata a brilhar.
E cada linha que tu lês
é perfeita como o traço
de um pintor que te envolve
com as cores de um abraço.
Cada palavra que leres
há-de alargar o teu mundo
acrescentando sentido
ao que sabes lá no fundo,
e aquilo que tu nomeias
passa a ter nome e lugar,
tesouro de sons soletrado
quando te pões a falar.
Cada palavra que aprendes
tem o gosto da aventura
e a magia secreta
que há no acto da leitura.
Cada palavra que escreves
é um fruto já maduro
que cai da árvore dos sons
e tem sabor de futuro.
Cada palavra aprendida
sabe a estrelas e a ilhas
e vai pela mão de Alice
ao País das Maravilhas.
Cada palavra já lida
ao mapa há-de acrescentar
mais uma rota esquecida
que os livros hão-de lembrar.
Cada palavra já lida,
seja em Lisboa ou em Tóquio,
há-de deixar-se
guiar pelo nariz do Pinóquio,
e mesmo se for mentira
aprenderá com o seu guia
o que vale para quem lê
esse dom da fantasia.
Cada palavra que nasce
mesmo no centro da fala
é como um tesouro oculto
no recanto de uma sala,
e pode ser um unicórnio,
dragão ou mesmo arlequim,
transformando-se numa pomba
quando a história chegar ao fim.
E há meninos luminosos
que nos livros já semeiam
com o som das suas vozes
as viagens que nomeiam.
São navegantes, corsários,
São os bravos almirantes
Dos sonhos que nos mostram
o mundo como era dantes."
José Jorge Letria - Versos para os Pais lerem aos Filhos em Noites de Luar
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
2:31:00 PM
0
comentários
Links para esta postagem
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Sobre a janela da alma.
Ultimamente tenho acreditado com todas as certezas que o corpo serve apenas de proteção pra uma coisa bem maior que é a nossa alma.
É estranho tentar conceituar isso e tentar expor e exemplificar. Eu acredito que a alma seja nossa essência e é nela que se concentram todos nossos pensamentos, nossas palavras, medos e alegrias.
Quando eu me sinto triste, gosto de escrever. É como se isso fosse um mecanismo de escape para que - por pelo menos 10 minutos - eu esqueça de sofrer e de pensar. Por isso é que todos meus textos saem tão confusos, porque também não faço questão de corrigí-los. Seria a mesma coisa de tentar corrigir nossas qualidades, mesmo que elas não atrapalhem ninguém.
As palavras transbordam pelas mãos, a vontade de escrever meias palavras torna-se maior e mais forte cada vez que a melancolia pulsa forte na minha cabeça. É uma coisa indescritível, essa vontade de escrever.
Ela surge quando eu menos espero, nos momentos mais inoportunos e eu não faço questão de baní-la. Deixo a melancolia fluir como uma música instrumental. Fico surda e muda. Só não fico cega porque preciso desse par de olhos pra ver o que está saindo dos meus pensamentos - o que é que a minha alma está sentindo no momento.
Estou tendo que levar a vida de uma maneira muito complicada pra mim nesse momento. Sempre fui muito impaciente, intolerante e sincera mas percebo cada dia que passa o quanto isso é desagradável pra mim; o quanto minha alma fica conturbada com tudo isso, com esse redemoinho de sensações. E é uma coisa desnecessária. Todos temos nossas cruzes, nossas pedras e nossas feridas mas a questão principal que quero abordar é: até quando deixaremos alguém vir e jogar ácido em cima do nosso sofrimento?
Conversando com um grande amigo num dia desses, ele me contou a história de um carro, de um monte de merda e de como você pode fazer pra que isso não estrague o capô e muito menos o seu dia. Foi uma metáfora interessante, principalmente porque me fez refletir sobre o quanto deixo as pessoas (digo, aquelas que NÃO precisam estar presentes) invadirem o meu bem estar.
Infelizmente o ser humano além de ser invejoso, gosta de prejudicar os outros. Ou você acha divertido presenciar uma briga na rua - onde as duas partes já estão sangrando - sem fazer nada, apenas observando com olhar de urubu?
É assim que me sinto as vezes. Como se houvessem milhões de urubus em cima de mim, tapando a luz do Sol com as suas penas pretas e assustando o perfume das flores com o seu cheiro de morte. O bom é que com o passar do tempo e com o ganho da maturidade, estou criando um abrigo quentinho e com cheiro de lavanda, onde tudo conspira por um sorriso e por uma ótima sensação de surpresa. Quando sinto-me invadida, corro desesperadamente feliz pro meu abrigo que não me dá espaço pra lágrimas ou reclamações. Depois do temporal, coloco a cabeça pra fora e saio andando tranquilamente, como se nada houvesse acontecido.
É claro que nem sempre as coisas conspiram pra esse lado e a minha paciência colabora por um pensamento positivo. Mas tento sempre que possível lembrar de que a vida é efêmera, rara, delicada e que os melhores momentos não podem ser pontuados por um monte de urubus pretos mas sim por uma bela canção, chocolate quente e cheiro de biscoitinhos saindo do forno.
É estranho tentar conceituar isso e tentar expor e exemplificar. Eu acredito que a alma seja nossa essência e é nela que se concentram todos nossos pensamentos, nossas palavras, medos e alegrias.
Quando eu me sinto triste, gosto de escrever. É como se isso fosse um mecanismo de escape para que - por pelo menos 10 minutos - eu esqueça de sofrer e de pensar. Por isso é que todos meus textos saem tão confusos, porque também não faço questão de corrigí-los. Seria a mesma coisa de tentar corrigir nossas qualidades, mesmo que elas não atrapalhem ninguém.
As palavras transbordam pelas mãos, a vontade de escrever meias palavras torna-se maior e mais forte cada vez que a melancolia pulsa forte na minha cabeça. É uma coisa indescritível, essa vontade de escrever.
Ela surge quando eu menos espero, nos momentos mais inoportunos e eu não faço questão de baní-la. Deixo a melancolia fluir como uma música instrumental. Fico surda e muda. Só não fico cega porque preciso desse par de olhos pra ver o que está saindo dos meus pensamentos - o que é que a minha alma está sentindo no momento.
Estou tendo que levar a vida de uma maneira muito complicada pra mim nesse momento. Sempre fui muito impaciente, intolerante e sincera mas percebo cada dia que passa o quanto isso é desagradável pra mim; o quanto minha alma fica conturbada com tudo isso, com esse redemoinho de sensações. E é uma coisa desnecessária. Todos temos nossas cruzes, nossas pedras e nossas feridas mas a questão principal que quero abordar é: até quando deixaremos alguém vir e jogar ácido em cima do nosso sofrimento?
Conversando com um grande amigo num dia desses, ele me contou a história de um carro, de um monte de merda e de como você pode fazer pra que isso não estrague o capô e muito menos o seu dia. Foi uma metáfora interessante, principalmente porque me fez refletir sobre o quanto deixo as pessoas (digo, aquelas que NÃO precisam estar presentes) invadirem o meu bem estar.
Infelizmente o ser humano além de ser invejoso, gosta de prejudicar os outros. Ou você acha divertido presenciar uma briga na rua - onde as duas partes já estão sangrando - sem fazer nada, apenas observando com olhar de urubu?
É assim que me sinto as vezes. Como se houvessem milhões de urubus em cima de mim, tapando a luz do Sol com as suas penas pretas e assustando o perfume das flores com o seu cheiro de morte. O bom é que com o passar do tempo e com o ganho da maturidade, estou criando um abrigo quentinho e com cheiro de lavanda, onde tudo conspira por um sorriso e por uma ótima sensação de surpresa. Quando sinto-me invadida, corro desesperadamente feliz pro meu abrigo que não me dá espaço pra lágrimas ou reclamações. Depois do temporal, coloco a cabeça pra fora e saio andando tranquilamente, como se nada houvesse acontecido.
É claro que nem sempre as coisas conspiram pra esse lado e a minha paciência colabora por um pensamento positivo. Mas tento sempre que possível lembrar de que a vida é efêmera, rara, delicada e que os melhores momentos não podem ser pontuados por um monte de urubus pretos mas sim por uma bela canção, chocolate quente e cheiro de biscoitinhos saindo do forno.
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
11:21:00 AM
0
comentários
Links para esta postagem
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Sobre os traumas.
Será que é uma luta constante por um lugar ao Sol? Será que alcançar o brilho das estrelas tem que ser tão dolorido assim? Os machucados devem ser tão expostos e grandes? Porque as pessoas sentem prazer em jogar ácido em cima dos nossos traumas?
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
12:03:00 PM
0
comentários
Links para esta postagem
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Banzo.
É estranho sentir nostalgia. Pior do que sentir isso, é saber que você está envelhecendo mais rápido do que achava - além de sempre achar que a vida do outro é bem melhor que a sua.
No pior dia da semana pra sentir saudades, estava lá, fuçando páginas alheias, vendo fotos, lendo blogs de gente que eu sinceramente nunca fui com a cara. E tudo aquilo me deu uma sensação extremamente estranha.
Deu banzo. Uma saudade estranha, dolorida. De tudo. Do medo de seguir em frente, das pessoas que deixei fora da minha vida, de como os problemas eram pequenos e como eu os via. Deu saudade das risadas da minha avó, das reclamações do meu avô... senti saudade da 6ª série e de como eu sofri nessa época. Deu saudades da preguiça de acordar cedo pra ir pra escola. Deu saudades de uma vida que eu nunca fiz questão de valorizar.
Junto com a saudade, pairou uma estranha sensação de chateação com a vida. Com raiva, talvez. De perceber como desgastamos nossos dias, nossas risadas, nossas preocupações. De como a minha paciência é nula, inexistente. De como a rotina me irrita. De como conversar torna-se insuportável num dia desses.
Aí sobra aquela sensação de querer ser invisível. Ou de ficar embaixo do edredom, no escuro e no silêncio dos pensamentos sem resposta. Não é querer sofrer. É querer respeitar minha vontade, de sumir por pelo menos um dia.
Sobra a raiva, a revolta, a melancolia, a vontade de sumir. Sobram pensamentos e faltam palavras. Não dá pra explicar o motivo de tantas interrogações.
Quando eu me sinto assim, apelo pro lado espiritual. Tento encontrar respostas e fico com medo quando penso que vou encontrá-las. Não dá pra explicar, não dá pra saber o que é verdade.
Sobra a vontade de fazer com que o dia acabe rápido e que tudo isso não passe de uma invenção da minha cabeça - que me faz sonhar mas também me derruba com a mesma intensidade de um pesadelo ruim.
No pior dia da semana pra sentir saudades, estava lá, fuçando páginas alheias, vendo fotos, lendo blogs de gente que eu sinceramente nunca fui com a cara. E tudo aquilo me deu uma sensação extremamente estranha.
Deu banzo. Uma saudade estranha, dolorida. De tudo. Do medo de seguir em frente, das pessoas que deixei fora da minha vida, de como os problemas eram pequenos e como eu os via. Deu saudade das risadas da minha avó, das reclamações do meu avô... senti saudade da 6ª série e de como eu sofri nessa época. Deu saudades da preguiça de acordar cedo pra ir pra escola. Deu saudades de uma vida que eu nunca fiz questão de valorizar.
Junto com a saudade, pairou uma estranha sensação de chateação com a vida. Com raiva, talvez. De perceber como desgastamos nossos dias, nossas risadas, nossas preocupações. De como a minha paciência é nula, inexistente. De como a rotina me irrita. De como conversar torna-se insuportável num dia desses.
Aí sobra aquela sensação de querer ser invisível. Ou de ficar embaixo do edredom, no escuro e no silêncio dos pensamentos sem resposta. Não é querer sofrer. É querer respeitar minha vontade, de sumir por pelo menos um dia.
Sobra a raiva, a revolta, a melancolia, a vontade de sumir. Sobram pensamentos e faltam palavras. Não dá pra explicar o motivo de tantas interrogações.
Quando eu me sinto assim, apelo pro lado espiritual. Tento encontrar respostas e fico com medo quando penso que vou encontrá-las. Não dá pra explicar, não dá pra saber o que é verdade.
Sobra a vontade de fazer com que o dia acabe rápido e que tudo isso não passe de uma invenção da minha cabeça - que me faz sonhar mas também me derruba com a mesma intensidade de um pesadelo ruim.
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
9:58:00 AM
0
comentários
Links para esta postagem
sexta-feira, 26 de março de 2010
Cartas para um grande amor.
Há três meses, entre cervejas e mãos transpirando, eu conheci o que depois de um tempo, me faria acordar mais feliz todos os dias. Era impossível acreditar que aquele sorriso seria a razão da minha inspiração, a canção do meu cotidiano.
Olhando pra você aquele dia, me concentrei pra não parecer tão afoita, nem ansiosa. Mas não dava pra parar de piscar. O nervosismo era bem maior que o meu controle sobre as coisas que eu não posso conter. Tomei umas cervejas. Umas várias. Pra maquiar minha vergonha de estar na sua frente e pra fingir não ter medo de falar alguma besteira. Eu queria te conquistar. Desde o primeiro momento.
Achei um máximo a sua camiseta do Suicidal Tendencies, o seu tênis, o seu jeito de rir. Suas mãos. O jeito que você tomava o último gole da cerveja. A maneira como a sua simpatia me encantava. Me sentia uma idiota por perceber o quanto estava sorridente. Provavelmente nesse momento minhas bochechas estavam vermelhas. O seu perfume me dava uma palpitação estranha.
Mesmo sem saber quem você era, sabia que aquela sensação era única. Talvez porque estivéssemos na mesma sintonia. A de fazer dar certo. Essa vontade de ser feliz foi substituída por uma sensação maior. A de te fazer feliz. É estranho pensar assim, logo eu, que sempre priorizei a minha felicidade acima de tudo. Com a sua chegada percebi que o meu bem-estar está ligado diretamente com o seu sorriso. Pensar no futuro não teria a mínima graça sem você do lado.
Sei o que sinto e sei o quanto isso aumenta a cada segundo. É um amor que me faz melhor. Me dá asas pra sonhar e inspiração pra escrever. É o mecanismo de escape de uma rotina estressante e de um dia de enxaqueca. Você me faz sorrir. Hoje mais do que ontem. Amanhã mais do que o passado. Sou completamente apaixonada por você e por tudo que você é.
Que esses sejam os primeiros meses de umas 40 eternidades. Eu te amo, três vezes mais do que antes.
Olhando pra você aquele dia, me concentrei pra não parecer tão afoita, nem ansiosa. Mas não dava pra parar de piscar. O nervosismo era bem maior que o meu controle sobre as coisas que eu não posso conter. Tomei umas cervejas. Umas várias. Pra maquiar minha vergonha de estar na sua frente e pra fingir não ter medo de falar alguma besteira. Eu queria te conquistar. Desde o primeiro momento.
Achei um máximo a sua camiseta do Suicidal Tendencies, o seu tênis, o seu jeito de rir. Suas mãos. O jeito que você tomava o último gole da cerveja. A maneira como a sua simpatia me encantava. Me sentia uma idiota por perceber o quanto estava sorridente. Provavelmente nesse momento minhas bochechas estavam vermelhas. O seu perfume me dava uma palpitação estranha.
Mesmo sem saber quem você era, sabia que aquela sensação era única. Talvez porque estivéssemos na mesma sintonia. A de fazer dar certo. Essa vontade de ser feliz foi substituída por uma sensação maior. A de te fazer feliz. É estranho pensar assim, logo eu, que sempre priorizei a minha felicidade acima de tudo. Com a sua chegada percebi que o meu bem-estar está ligado diretamente com o seu sorriso. Pensar no futuro não teria a mínima graça sem você do lado.
Sei o que sinto e sei o quanto isso aumenta a cada segundo. É um amor que me faz melhor. Me dá asas pra sonhar e inspiração pra escrever. É o mecanismo de escape de uma rotina estressante e de um dia de enxaqueca. Você me faz sorrir. Hoje mais do que ontem. Amanhã mais do que o passado. Sou completamente apaixonada por você e por tudo que você é.
Que esses sejam os primeiros meses de umas 40 eternidades. Eu te amo, três vezes mais do que antes.
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
9:38:00 AM
0
comentários
Links para esta postagem
terça-feira, 16 de março de 2010
Mais do mesmo.
Preguiça mental. De ser, fazer, pensar. Quero flores amarelas colorindo as manhãs. Sol fraco num dia nublado. Sem o instinto de raiva. A falta de paciência. Que o dia dure 48 horas lineares.Que a semana passe. Voando. Sem grandes emoções. Sem melancolia. Que o silêncio seja a benção de todos meus atos. Que a vontade de ser invisível seja fato consumado. Me deixa aqui. No canto. Calada. Sem pensar. Sequer existir.
Monossilábica. Sem vontade. Não quero demonstrar. Muito menos dizer. Quero existir pelo simples fato de ser o que é. Sem explicações. Nem desculpas. Sem motivos, sem razão.
O que vem do coração não existe teoria que consegue traduzir.
Foto: http://weheartit.com/entry/1699629
Escrito ou qualquer coisa que o valha por
Júlia Meirelles
às
2:50:00 PM
0
comentários
Links para esta postagem
Assinar:
Postagens (Atom)
